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domingo, 23 de setembro de 2012

Fase: meu filho (3 anos) começou a falar como bebê de novo


Pouco antes de completar 3 anos, o Luka assistiu Toy Story do começo ao fim pela primeira vez (antes ele tinha medo e quando o Sid aparecia ele desligava a TV!). Foi quando a brincadeira favorita passou a ser ele pretendendo ser o Andy, e eu a irmãzinha Molly. Então ele ficava me orientando sobre o que eu deveria dizer e como agir, e a maioria disso era gu-gu. O Luka entrou tanto na brincadeira que eu acho que por um tempo ele esqueceu o seu nome verdadeiro, e o meu também. Na rua, no supermercado, na escola, ele me chamava de Molly tão naturalmente que eu já respondia sem me dar conta.
No último mês ele tem deixado esse teatrinho bastante de lado, mas começou com uma novidade: está falando como bebê, fingindo chorar como bebê, agindo como bebê e pedindo colo o tempo todo. Irritante. Não sei se é coincidência mas foi a partir de que voltou de férias para a escolinha. Primeiro eu entrava na brincadeira, até que, depois de 1 semana de aula, ele fez cocô na calça. Nesse dia eu descobri que ele não usa o banheiro da escola, espera até chegar em casa, as professoras não se deram conta porque a maioria das crianças vai sozinha sem pedir ajuda, e porque antes ele ficava poucas horas, e agora fica um tempo longo. Enfim, nesse dia eu expliquei que ele é um menino grande e que bebês fazem cocô na calça. Pronto, passou o dia se comportando como bebê, tipo se justificando. E desde então, age assim. Começou a incomodar, resolvi pesquisar na internet para ver se outras mães contam historias semelhantes. Eu já sabia que o comportamento seria esperado com uma nova gravidez ou quando existe um irmãozinho mais novo, mas não é o caso. Algumas mães contam que algumas crianças “sentem” que a mãe esta grávida antes mesmo de ela saber. Mas eu uso DIU, então essa explicação não me serve. Li alguns depoimentos de mães vivenciando situações parecidas, mas quase todas tem outro bebê na casa. Em sites especializados, li que é uma fase, que tem a ver com o gosto pelo faz de conta, que ele escolhem personagens diferentes em fases diferentes, e que deve passar logo. Assim espero. O que tenho feito é interagir um pouco e às vezes dar uma cutucada do tipo “ei, você não pode sentar aí, é só para menino grande, bebê usa o pinico”, ou “ bebê não pode comer chocolate”, “bebê não pode mexer com tinta” etc. Funciona no momento, depois volta tudo. Paciência é a virtude que te peço, Senhor! (Bom, diz que se você pede por alguma coisa, nesse caso a paciência, Deus te dá oportunidades para aprender e exercitar a paciência…)

Outro conselho que li no babycenter e achei interessante foi o de inventar uma historinha de um menino que começou a agir como bebê e diversas coisas aconteceram com ele por causa disso, ressaltando pontos negativos. Sem assustar e traumatizar a criança, por favor! Vou tentar…

Daqui a alguns dias volto a contar a evolução dessa fase. Se alguém puder contribuir com dicas fico muito agradecida!!


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Aprendendo a compartir

A melhor forma de ensinar seu filho a dividir é através do exemplo. Criança copia tudo, então mostre a ela como você faz. Divida sua comida e explique que esta divindo, divida o tempo com algum objeto (controle remoto?) entre você e seu parceiro, e mostre o que estão fazendo. Bebês ficam anciosos ao compartir porque acham que vão perder o brinquedo para sempre - algumas lágrimas vão rolar até eles entenderem a prática. Encontrei essa divisão de “fases” do aprendizado, que achei bem próxima ao que aconteceu com o Luka:

Fases: 0 a 1 ½ - nao entende nada e brinca sozinho,

2 a 2 ½ - brinca ao lado e começa a entender um pouco sobre dividir (você precisa ajudar),

2 ½ a 3 começa a interagir e talvez dividir um pouco por vontade própria,

4 a 5 , adora os amiguinhos, brinca junto contente e divide.

Dica: use um alarme de cozinha para marcar o tempo de divisão, tipo 2min cada um, e se não dividirem bonitinhos, use o alarme para o castigo deixando o brinquedo ficar 2min sem ninguém usar.

Faça o melhor que você puder para ensinar, mas se sua criança pequena não divide não fique muito preocupada, é porque ela não está pronta ainda, e não necessariamente porque essa é sua personalidade, ou porque isso reflete a maneira como você educa. Dizem os psicólogos que forçar e punir não adianta. O que eu fazia com o Luka quando ele não queria dividir era pegar outro brinquedo e “fazer” ele mais interessante, distraindo seu foco, ou o do amiguinho. Ou então guardar o brinquedo mais polémico.

Outra dica, quando o Luka ficou maiorzinho e recebia visitas, sempre perguntei antes de receber quais brinquedos eram especiais e ele não queria dividir, explicava que ele não precisava dividir tudo porque os brinquedos eram dele, mas que os que ficassem expostos seriam divididos, e o que ele não quisesse guardaríamos para ele brincar depois sozinho. Hoje, aos 3 anos, ainda acontecem alguns momentos de disputa em que tenho que interferir, mas ele divide muito bem. Inclusive no seu aniversário, quando recebeu vários amigos, perguntei o que queria guardar e ele não quis guardar nada, nem mesmo os presentes novos que havia recebido pela manhã, estava disposto a dividir tudo!

domingo, 5 de agosto de 2012

O mundo infantil através do design (muito interessante!) - exibição do MoMA

Gosto de entrar em sites de museus porque muitos propõe atividades online para as crianças, como artísticas, intelectuais, ou jogos. Foi assim que descobri essa exibição super interessante no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque): Century of the Child: Growing by Design (1900 – 2000), que significa Século da Criança: Crescendo com (ou através do) Design.
 
A exibição provoca análises sobre a relação do desenvolvimento da nossa sociedade através dos estímulos visuais do mundo infantil, e de maneira reversa, da evolução do design em resposta à evolução social. Mas fora o bláblálá intelectual, gostoso mesmo é ficar imaginando a molecada em 1920 brincando com aquelas casinhas, igrejas, pessoas e trens de madeira, e tentar comparar com a maneira como o meu filho brinca hoje com brinquedos similares (adoro brinquedos vintage de madeira, lindos e duráveis). Ou nos anos 70, com espaçonaves e roupas de astronautas, contemporâneos à chegada à Lua, quando os astronautas eram grandes heróis e pairava no ar o espírito da Guerra Fria. Hoje o Luka adora se vestir de Buzz Lightyear, do filme Toy Story, mas a representação do herói não tem o mesmo fascínio, suponho.

A exibição não trata apenas de brinquedos, mas também da arquitetura de escolas e pátios de lazer, hospitais infantis, equipamentos de segurança, design de móveis, livros, desenhos animados, jogos e roupas. Nunca havia parado para pensar em como a organização e o estímulo visual da arquitetura e design de uma escola tem parte ativa na formação cognitiva e social da criança. Não sei colocar em palavras o que estou pensando, nem minhas interpretações abstratas de minhas memorias infantis e adolescentes, mas certamente existe diferença entre a minha primeira escola, no interior do Rio Grande do Sul (Centro Educacional São José, em Erechim) e as outras 2 escolas em que estudei, no Mato Grosso (Jean Piaget e Khalil Zaher, em Rondonopolis) -diferença física, estrutural, sim, mas diferença de ambiente de forma psicológica e comportamental também. Alguém está entendendo o que quero dizer? Agora imagina isso com uma diferença de 60, 80 ou 100 anos!

Enfim, acho que essa experiência é pessoal, e cada pessoa vai reagir de acordo com a sua história ao ver a exibição- que vai até o dia 5 de novembro, mas para a maioria de nós que não poderá comparecer, aqui vai o link, com imagens e textos em inglês



Traduzo livremente uma parte da introdução publicada no site:
“Em 1900, o livro “Século da Criança”, da designer reformista e teórica social sueca Ellen Key, previu que o século XX seria uma período de foco intensificado e pensamento progressivo em relação aos direitos, desenvolvimento e bem-estar das crianças, como interesses da maior importância para toda a sociedade. Insipirados por Key – e considerando o século XX 100 anos após a sua previsão –essa exibição vai examinar visões individuais e coletivas do mundo material infantil, de sonhos utópicos para os “cidadãos do futuro” até as escuras realidades de conflitos políticos e exploração.”

 No MoMA - Construções: 1913 - 1914, por Lyonel Feininger (americano)
No MoMA - Vila com numeros: 1928, por Joaquín-Torres García (uruguaio)

 Luka, aos 2 anos, brincando com seus trens e vila de madeira






 Diversos brinquedos de madeira (acima) vendidos atualmente na Inglaterra

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Meu filho não é mais anti-social!!

Durante muito tempo, fiquei pensando e analizando se meu filho era um desses meninos chatos, mimados, daqueles que só os pais não enxergam a chatice. Mas definitivamente, agora tenho certeza de que ele não é. Recentemente, passou a ser bastante sociável e perdeu muito da timidez que tinha antes. Timidez na verdade era o que eu pensava ver, o que ele sofria mesmo era de insegurança. Está superando a fase, e agora busca crianças para brincar, interage, convida, propõe brincadeiras, enfim, se mistura!

Acredito que existem vários fatores que contribuem para a descoberta da sua auto-confiança: primeiro, a idade mesmo, o desenvolvimento do corpo e do cerebro – agora ele “sabe brincar”. Depois, o fato de eu ter sempre insistido e me esforçado para que ele encontrasse outras crianças. O que aqui na Inglaterra é muito fácil, porque tem muitos lugares e atividades para frequentar, mas também muito difícil, porque as mulheres (em todo o lugar do mundo??) se fecham em seus círculos de amizade. Mas paciência, nunca precisei publicar um anúncio de “precisa-se de amiguinhos”, e apesar de poucas, contruí ótimas amizades com mães que conheci em lugares aleatórios como no curso pré-natal, o parque e o baby gym. Enfim, Luka tem amiguinhos para encontrar no playground, para visitar, para convidar para almoço, para fazer passeios divertidos, e para convidar para festinha de aniversário! No começo, ele não gostava de dividir, batia, não queria brincar, se eu falasse “a Lily vem brincar aqui hoje”, ele respondia “eu não quero que a Lily venha na minha casa”. Se estivéssemos no parque e houvesse outras crianças no escorregador, por exemplo, ele não ia, ficava esperando até ficar vazio, e assim andava de brinquedo em brinquedo, sempre procurando os vazios. 

O último e, acredito, o principal motivo para a auto-confiança, foi a escolinha, onde aprendeu a dividir o espaço, a atenção, os brinquedos e a diversão. No mês de junho, depois de 10 meses de frequencia, a professora dele comentou o quanto ele havia desenvolvido, e como estava conversador com os coleguinhas, e construindo amizades. Luka foi sempre bastante conversador dentro de casa, desde os 15 meses, mas na escolinha só abria a boca para cantar (ele adoooora!) ou responder perguntas diretas. Fiquei tão contente com o progresso, demorou mas desencantou! E a coordenadora explicou que, após as férias de verão (julho e agosto) as crianças retornam muito mais confiantes, entendendo que são as “veteranas” e agindo com mais “maturidade”, já que novas irão iniciar, algumas menores de 3 anos, como foi com o Luka.

Com tudo isso, hoje, o Luka salta de alegria quando recebe visitas e fica super ancioso quando sabe que vai passear na casa de alguém. Se tem um brinquedo, oferece aos outros, mesmo que sejam estranhos no parque. Nas últimas duas vezes que fomos ao parque, foi ele quem agregrou as crianças para brincarem de piratas protegendo o tesouro que o Capitão Gancho queria roubar. Corria, gritava, delegava identidades e funções, se divertia tremendamente. Em poucos minutos, parecia nem lembrar que eu estava ali! Não fique surpresa se no futuro eu vier escrever um texto chorando as mágoas porque meu filho não quer mais brincar comigo! Depois que todas as crianças foram embora, ficamos só nós 2, e apareceu outra menina, de 4 anos, com o pai ou avô. Luka convidava para brincar e ela ignorava ou dizia que não. Ela subia na rotatória, Luka seguia, ela descia. Luka descia, ela voltava. Igualzinha ao Luka de 1 ano atrás. Fiquei pensando, que menina chata mimada. Depois, lembrei de como o Luka teve oportunidades para aprender a socializar, talvez ela não tenha tido ainda, ou simplesmente já entrou na fase em que só gosta de brincar com outras meninas. De qualquer maneira, evitar julgar e afastar a tentação de criticar a criação dos outros é o meu aprendizado diário.

Mas enfim, além dele, também eu me sinto bastante mais confiante agora, vendo meu filho crescer de maneira saudável e equilibrada, com muita educação, afeto e respeito. Orgulho da mummy!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Surto de crescimento em bebês: o que acontece?

Seu filho está com 3 semanas de vida e parece que finalmente ele (e você) aprendeu de quanto em quanto precisa mamar. A cada 3 horas de dia e a cada 4 horas à noite, por exemplo. De repente, a cada 1 hora e meia ele está berrando de fome e você não tem certeza se é isso mesmo ou se tem algo errado com ele. Não se preocupe, é fome mesmo, não tem nada errado e é importante que você atenda o apetite do seu filho, porque ele está pasando por um pico ou surto de crescimento. Seu bebê deve ter mais ou menos 5 surtos de crescimento no primeiro ano de vida. Podem acontecer a qualquer época do ano, mas são mais comuns entre as semanas 1 e 3, depois 6 e 8, e aos 3, 6 e 9 meses. Não entre em pânico, cada pico dura cerca de 2 dias apenas – mas podem durar 1 semana - e tudo volta ao normal, à parte de algumas roupinhas que não vão servir mais, assim, de repente mesmo. Não desista de amamentar agora porque está ficando exausta, porque ele mama demais e ainda parece ficar irritado porque não sai tanto leite quanto sua fome gostaria! (Seu corpo vai se adaptar à demanda).Tente descansar o máximo quando puder e peça ajuda do pai e da sua família para outras tarefas, como trocar fralda, dar banho, lavar, passar, cozinhar, limpar… ai, fico cansada só de escrever! Além disso, alimente-se bem e beba bastante água. Se você dá mamadeira, tente aumentar o tamanho e/ou o buraco, ou aumente a quantidade um pouco a cada mamada para ver quanto é suficiente.
Como identificar:
Seu bebê quer comer toda hora. Se você estiver amamentando provavelmente ele vai querer o peito a cada 1 ou 2 horas. Se ele estiver comendo sólidos, provavelmente vai comer mais nas refeições e lanchinhos.
Vai acordar mais à noite. Para mamar! E se estiver fazendo soninhos durante o dia, provavelmente vão ser mais curtos (a fome vai atrapalhar o sono do anjinho!)
Vai estar mais mau-humorado. Porque fome não deixa ninguém contente! Nem noite mal-dormida!


Grafico de crescimento do Luka

Acima, no gráfico de crescimento do primeiro ano do Luka, dá para perceber bem o aumento do peso dele após picos nas semanas 4, 7 e 11. Mais adiante não está óbvio porque ele não foi pesado tão constantemente.

Quando o bebê estiver passando por outras fases de desenvolvimento físico e cerebral, como rolar, engatinhar, andar e falar, deve ficar com mais fome também.

Algumas mães nem percebem que seus bebês passaram por um desses surtos, é normal, principalmente com bebês que tomam fórmula.

Especula-se sobre dores de crescimento no primeiro ano de vida, mas aparentemente não existe comprovação médica. Sabe-se, porém, que entre os 3 e 5 anos, e entre 8 e 12, elas são bastante comuns nas pernas das crianças.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Como parar de fazer o bebê dormir no peito

Essa é para quem está amamentando. O Luka mamou no peito até os 15 meses, quando ele mesmo não quis mais. Desde os 6 meses, quando começou a comer alimentos sólidos, as mamadas diminuiram gradualmente, e depois que completou 1 ano comecei a dar apenas 1 copo de fórmula ao acordar, e o peito antes de dormir (ele raramente tomava leite pela tarde). Mas foi apenas depois que parei de amamentar que o Luka começou a “se fazer dormir” no seu quarto (ele dormia no seu quarto a noite inteira desde os 2 meses, mas era preciso estar junto até ele dormir). Hoje eu vejo que poderia ter sido diferente, que poderia ter “ensinado” mais cedo, mas a verdade é que aquela era a minha hora favorita do dia, quando sentava na minha cama sozinha com ele, depois do seu banho, luzes apagadas, ele calminho, mais querido e amorozo do que nunca, e eu tranquila por saber que logo ele ia dormir e eu descansar, e feliz por estar ali com ele. Depois aprendi que quem dependia das mamadas era eu, e não ele! Para o próximo filho, espero poder ter esses momentos especiais também, mas com certeza vou ter mais segurança para colocá-lo dormir sozinho.
As minhas “fases” do processo de colocar para dormir foram assim: 
1 – Desde os 2 meses, eu sentava na minha cama e cantava enquanto ele mamava até dormir, depois o colocava em seu berço,
2 – Eu tirava o peito antes de ele pegar no sono e apenas cantava até ele dormir,
 
3 – Eu cantava um pouco e depois ficava apenas deitada ao seu lado, em silêncio, esperando ele dormir enquanto olhava as luzes da rua entre a persiana da janela, e depois de um tempo o levava ao berço,
4 – Comecei a me esconder atrás da cama para ele pensar que estava sozinho enquanto eu observava se ele conseguia dormir e se estava seguro, depois comecei a sair do quarto,
5 – Comecei a colocá-lo no berço antes de cantar e rezar, o que faço até hoje (depois dos 2 anos começamos a ler livros também).
Depois que o Luka aprendeu a dormir sem mamar no peito (fase 2), eu parei de dar leite se ele acordasse no meio da noite também, e apenas ficava ao lado da cama até ele dormir, às vezes cantando.
 
Bom, essa foi a maneira como eu fiz, e o processo foi lento, mas pode ser feito desde que o bebê nascer. Na verdade, o recomendado é que você já faça diretamente o que fiz na fase 5 desde o primeiro dia de vida, para evitar que ele aprenda os outros hábitos – é difícil, principalmente nas primeiras semanas, mas fique tranquila que um dia ele aprende!
Também vou traduzir aqui a orientação que li de uma inglesa especialista em sono de bebê quando a mãe de um bebê de 6 meses perguntou como fazer para parar de fazer o filho dormir no peito, e na sua cama:
 
“Primeiro você precisa focar na rotina de dormir. Ele precisa aprender a dormir sem ser mamando, porque o peito se torna uma associação para dormir, da qual ele depende quando acorda no meio da noite. Comece oferecendo o peito ANTES de começar a rotina de dormir, tente dar bastante leite. Depois, dê um banho quente de 5 minutos e o mantenha calmo e relaxado. A àgua quente vai aumentar a temperatura do seu corpo, e quando ele sair do banho a temperatura vai baixar de novo, causando a produção do “hormônio do sono”, a melatonina. Coloque o pijama e ofereça o peito de novo, mas uma mamada rápida, comece com 10 minutos e reduza gradualmente para 1 minuto, até que ele não necessite mais do leite para dormir. Depois da mamada, dê abraços e carinhos e o coloque no berço. Se ele chorar, tente fazer carinho no berço, mas não o pegue no colo a não ser em último caso. Gradualmente, reduza o tempo de carinho até que você apenas fique ao lado do berço olhando, sem tocá-lo, e a cada dia vá se aproximando mais da porta, até você estar completamente fora. Isso deve levar umas 2 ou 3 semanas.”
 
Dicas:
 
-      Não tente mudar hábitos em épocas “tensas”, como: dente nascendo, bebê novo na casa, doença, viagem, babá nova, mudança de casa…
 
-      Existe períodos em que o bebê cresce muito rapidamente (pico ou surto de crescimento) e come mais: dura alguns dias e ele pode acabar acordando mais à noite para mamadas extras. Tente identificar a frequência com que isso acontece e não deixe de dar leite (normalmente você vai notar porque ele vai mamar mais durante o dia também – o próximo post será sobre isso!), mas se ele simplesmente estiver acordando e querendo mamar por conforto, evite, ou tente dar um pouco de água.
 
-      Aprenda a técnica do choro controlado para deixar o bebê no berço. Use se você se sentir confortável e não ficar muito triste quando seu bebê chorar. Eu não tive coragem nos primeiros meses, mas algumas vezes depois deixei ele chorar e confesso que funciona, e não acredito que ele tenha ficado triste ou traumatizado (vou escrever um post sobre a técnica em breve, e também sobre rotina!).
 
-      Se o bebê chora quando estiver sozinho, tente colocar luzes coloridas no quarto, ajudam muito a distrair (fotos de projetores abaixo), ou use a janela como eu fiz (eu morava numa esquina bem movimentada e havia muitas luzes de carros).
 


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Truque para você dormir mais

A minha estratégia para conseguir dormir um pouco mais de manhã depois que o Luka acordar é bem simples: desde que ele começou a se mexer na cama, coloco brinquedos ao redor para ele se distrair.

(PELAMORDEDEUS CUIDADO COM O QUE VOCÊ COLOCAR NO BERÇO PARA NÃO SUFOCAR OU MACHUCAR O SEU BEBÊ!!! – NA DÚVIDA NÃO COLOQUE NADA!!)

Depois dos 2 meses de idade, o Luka ficou grandinho para a moisés e já dormia a noite inteira, então decidi que era hora de colocá-lo no seu quarto, no berço. No começo, ele acordava e ficava admirando o móbile por bastante tempo, eu ligava a música e voltava para a minha cama, os bonequinhos giravam e ele ficava pelo menos meia hora sozinho, olhando. Depois de alguns dias esse tempo diminui para talvez 5 minutos. Foi quando comecei a colocar outros brinquedos e objetivos bem coloridos, ou em preto e branco, ao lado ou no topo do berço. Às vezes, simplesmente escrevia ou desenhava com canetinha preta uns círculos, quadrados e triângulos num papel branco, e ele ficava decifrando por longos minutos. Quando começou a se mexer, colocava brinquedos macios (e sem perigo de engasgar ou machucar) dentro da cama para ele encontrar e pegar. Os melhores eram os livros de tecido e chocalhos. Em alguns dias, consegui dormir (ou apenas deitar e fechar os olhos!) por 1 hora e meia a mais enquanto ele brincava!! E às vezes ele acabava pegando no sono de novo por outra meia hora!

O segredo é a rotação, se você deixar sempre as mesmas coisas o bebê enjoa. Também não é bom colocar muitas coisas porque ele pode não se concentrar em nada. Preste atenção no que seu filho gasta mais tempo olhando ou brincando e repita esse brinquedo, colocando outra opção junto, ou substitua por algo do mesmo estilo mas diferente. Outro detalhe, de preferência não deixe seu filho te ver, se não ele vai querer a sua companhia ou colo. Se você não tem um monitor para ver pela tela o que está acontecendo, dê uma espiada discreta pela porta. Se você sempre vier no quarto logo que ele acorda, ele se acostuma e não vai querer ficar sozinho.

À medida que o Luka crescia e se interessava por coisas diferentes, eu atualizava o cardápio. Começou a sentar, coloquei coisas ao alto para ele tentar pegar, e às vezes meio enrolado no berço, para ele se ocupar tentando tirar. Mais adiante, comecei a deixar uma caixa de brinquedos ao lado da cama, para ele alcançar e pegar o que quisesse. E livros. Sempre incentivei que ele se familiarizasse com livros. Ele não gostava muito, mas insisti, para fazer parte da vida dele, e hoje ele adora. Desde os 2 anos de idade, é o que mais coloco na cama. Até hoje ele acorda e fica sozinho um tempo.

O Luka vai completar 3 anos em menos de 3 semanas e ainda dorme no bercinho com as barras laterais! Ele começou a pular e sair já faz tempo, mas isso durou umas 2 semanas, até um dia em que ele caiu e ficou assustado, e nunca mais quis tentar! Eu incentivo, tento ajudar, mas ele não quer. Muito sensível esse meu filho! E bastante medroso também!! Enfim, no seu aniversário vou tirar as barras porque acho que já passou da hora de ele ganhar essa independência. Não vou ficar surpresa se ele levantar, buscar brinquedos e voltar para a cama brincar!

Dicas:

- Não vá correndo para ver seu filho se ele acordar com um chorinho de leve.. espere um pouco para ver se é mãnha e se ele pára. Mas se ele estiver chorando alto, incomodado, vá imediatamente.

- Coloque brinquedos que fazem ruídos, tipo livros macios com enchimento de plástico em alguma parte, assim você fica atenta ao barulho e caso haja silêncio total verifique se está tudo bem.

- Antes de deixar seu filho sozinho com brinquedos, observe como ele se comporta e brinca, para garantir que é seguro. Veja se ele consegue afastar objetos do rosto, por exemplo.

- Não troque a fralda sempre imediatamente quando ele fizer xixi, se não ele acostuma a estar sempre sequinho e essa estratégia não vai funcionar. Além disso, se a fralda for boa vai absorver bem o xixi (coloque creme contra assadura todas as noites antes de dormir). Mas não deixe cocô por muito tempo!

- Essa estratégia é para você descansar se seu filho acorda cedo demais, se ele não dormiu bem à noite, ou para você ter tempo extra de manhã cedo para fazer coisas que necessita, e não para você virar preguiçosa e deixar seu filho sempre sozinho enquanto você dorme a manhã inteira!

Boa sorte!



Exemplos de livros macios (adoro os da Lamaze!)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Síndrome da cabeça achatada

Eu sempre soube dos cuidados a tomar com um recém nascido em relação à cabeça para não ficar achatada. Mas a teoria é bem mais fácil do que a prática.

Foi minha mãe que notou, logo nas primeiras semanas, que o Luka sempre virava a cabeça para o seu lado direito quando dormia. Virou uma obcessão, eu estava sempre cuidando e virando para a esquerda, quando ele dormia ou estava sentado. Desde que nasceu, coloquei o Luka dormindo de costas, que é o recomendado por ser a forma mais segura para o bebê (visa evitar a morte súbita). Ele passava os seus dias entre a moisés de dormir, a moisés do carrinho, a cadeirinha do carro, a cadeirinha de balanço, e diversos colos. Evitei deixar ele no colo o tempo todo para não acostumar, e sempre que queria colocá-lo para dormir, se não fosse após mamar dormindo no colo, usava a moisés do carrinho e empurrava em casa, no jardim, ou no parque. Bastava sair de casa para ele cair no sono. E onde ele encostasse, virava para o lado direito. Eu tentava colocar uma fraldinha daquele lado e virava pro esquerdo, mas mesmo assim ele acabava afastando a fralda com a cabeça e voltava para a outra posição. Na primeira semana, Luka mamava a cada 1h30 ou 2hrs, assim, quando eu dormia, era impossível ficar verificando a cabeça. Nas semanas seguintes, mamava a cada 3 horas, e depois 4. Lembro da minha alegria a primeira vez que dormi por 4 horas, foi uma renovação, me senti tão bem (hoje se durmo apenas 6 horas fico muuuito mal humorada!). Enfim, quando o problema tinha que ser cuidado, foi uma época muito difícil. Enquanto minha mãe estava aqui, ela ainda ajudava, mas depois ficamos só eu e o Ryan, e homem geralmente não cuida dessas coisas do mesmo jeito que mulher, o Ryan esquecia mesmo, não era porque achava besteira. E a cabecinha do Luka foi ficando bem achatada, e eu comecei a colocar despertador para levantar e virar, mas também não deu certo, se eu não dormisse o pouco que podia, acabava ficando extremamente cansada e impaciente, mal-humorada, e não dava conta das tarefas diárias. Nunca tive babá ou ajuda, aparte da minha sogra e chunhada, que de vez em quando cuidavam dele por umas horas. Mas também não foi por falta de vontade, foi por minha escolha de amamentar que me tornou escrava da fome dele, e quanta fome! As mulheres do centro de saúde comentavam o quanto ele estava crescendo bem apesar de não tomar fórmula (bebês que tomam mamadeira engordam mais, mas o Luka engordou no mesmo padrão, fui até convidada para ir a um grupo de grávidas falar sobre amamentação – no fim não fui).

Voltando ao assunto, me sinto muito culpada por causa da cabecinha dele. Depois que notei que estava achatando, fiz tudo o que pude durante o dia. Colocava ele deitado de barriga para baixo enquanto acordado (tummy time), posição que ele odiava, chorava muito, tinha que deixar só uns minutos a cada vez porque ele realmente detestava, mesmo que fosse no colo sobre as pernas, não funcionava. Eu também virava a cabeça dele constantemente quando estava na cadeirinha, ou passeando no carro ou carrinho,e colocava uns brinquedos interessantes do lado esquerdo para ele ficar olhando, mas com pouco sucesso. Todos os familiares estavam avisados para agir da mesma forma. Nessa época ele já dormia a noite toda, então eu estava mais descansada e acordava para ver como ele estava e virar a cabeça. Lógico que foi melhorando, e a médica disse que se eu continuasse cuidando iria voltar ao normal quando ele começasse a sentar e rolar na cama, então fiquei um pouco mais tranquila. Ela me deu um monte de material sobre cuidados e exercícios rotineiros. Ia comprar aquele travesseirinho que tem um buraco no meio para manter a cabeça no lugar, mas já era tarde porque ele estava forte e se mexia na cama. Ele sentou aos 4 meses mas só rolou lá pelos 6 ou 7. Fui informada de que até os 18 meses voltaria ao normal. Mas não voltou. Uma amiga daqui teve o mesmo problema, mas pior, e colocou o capacete no filho dela, que resolveu (deu até sorte, porque o menino um dia caiu do topo da escada de sua casa e não se machucou graças ao capacete!). Se não me engano, no Brasil, apenas em São Paulo existe uma clínica que oferece esse tratamento, privado. Aqui também é privado e na época custava 2 mil libras. Não foi pelo custo, mas porque conversamos com a médica e vimos que estava melhorando, então decidimos não colocar, achei judiação ele passar o dia inteiro com um capacete por 3 ou 6 meses... e quando me arrependi, já era tarde demais. Insuportável era escutar os comentários “a cabecinha dele é um pouco achatada né?”, “e a cabecinha dele, vai melhorar?”… que ódio escutar, a famosa verdade que dói, como se eu não soubesse, como se eu não sofresse com isso, como se eu não me esforçasse para cuidar!
Luka dormindo na moisés, virado para o lado direito (1 semana)
 

Luka dormindo na moisés do carrinho, virado para o lado direito (2 meses, acho!)

Luka dormindo no berço de viagem, no Brasil, virado para o lado direito (4 meses) - notem o travesseirinho do lado para estimular que vire para a esquerda...

A cabeça dele não é assim tão achatada (procurei alguma foto para mostrar mas não tenho nenhuma que apareça), e como ele tem bastante cabelo nem se nota, apenas quando está molhado, mas mesmo assim não é legal. Inclusive porque sua orelha do lado direito fica parecendo bem “aberta” (de abano) por causa da distância com a cabeça, que é mais plana deste lado. Quando ele for adolescente ou adulto, se quiser raspar o cabelo provavelmente vai ficar feio, e quando for na piscina ou praia com amigos aposto que vão encher o pobrezinho de apelidos e rir dele. Pelo menos ele vai ser alto e lindo, então vai ser apenas um defeitinho bobo! Também li que em casos graves pode-se desenvolver problemas na mandíbula e até estrabismo, mas não acredito que seja o caso do Luka.

De tudo isso, uma das lições que aprendi foi dar atenção aos meus instintos e não confiar 100% nos médicos. Aliás, lógico que, comparando com o Brasil, o sistema público de saúde daqui é fenomenal, mas ainda é público, e a verdade é que está em uma péssima crise e, cada vez mais, cortando gastos. O resultado é que qualquer problema considerado estético é irrelevante e ignorado. A raiva que tenho é que não me importaria de ter pago para escutar um médico especialista ou fazer um tratamento, mas acreditei, ingenuamente, que estava em boas mãos.

Eu acho que o Luka tinha torcicolo, por ser um bebê comprido, estar apertadinho no útero por tanto tempo na mesma posição, e ainda ter passado 10 dias da data prevista. Talvez houvesse alguma massagem que eu poderia ter aprendido, talvez uma fisioterapia teria ajudado. De qualquer forma, meu próximo filho ainda vai dormir de costas, mas vai ter o travesseirinho com buraco desde o dia 1, e vou tentar acostumar mais de bruços desde o comecinho quando estiver acordado. (Vale lembrar que bebê não deve dormir com travesseiro, nem se for pequeno - resista à pressão da sua mãe, como eu!)

Travesseiros que se pode usar (acima) para prevenir a cabeça achatada
 "Travesseiro" (acima) que vi online e achei muito fofo!!!

Tapete para colocar o bebê de bruços - adoro esse estilo, tem uma almofadinha pra ajudar e um espelho pra distrair

Para quem procura e não encontra produtos como esses no Brasil, entre em contato comigo pelo adrianabah@gmail.com que eu vejo se posso ajudar!

Informações técnicas:
Plagiocefalia posicional é o termo para definir cabeça achatada. Acontece depois do nascimento, quando o bebê passa muito tempo na mesma posição, fazendo pressão em um lado do crânio, que é molinho e flexível. Bebês múltiplos e prematuros apresentam maior chances de desenvolver o problema.
O número de casos aumentou muito desde os anos 90, quando passou-se a recomendar dormir de costas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Tempo entre uma gravidez e outra

Decisão completamente pessoal, que depende da sua disposição e saúde, seu estado emocional, do seu trabalho, de como vai seu relacionamento com o pai, da situação financeira, de que como você idealiza a criação do primeiro filho, do que disse a cartomante, enfim, do que for importante pra você.

Eu, pessoalmente, gostaria de ter engravidado de novo depois que o Luka completou 1 ano, para que fossem um pouco mais próximos e companheiros. Mas comecei a arrumar um monte de desculpas. A principal, financeira. “Vamos esperar para ver se dá certo tal coisa e podemos comprar uma casa”. Essa era a frase que eu ouvia e repetia, mas dentro da minha cabeça, o sentido dessa frase era na verdade “se eu tiver outro filho agora, não vou poder comprar os móveis que eu quero, decorar o quartinho dele do jeito lindo que imagino, comprar as roupas mais fofas que vejo, e ainda vou viver de pijama e descabelada por outros 6 meses no mínimo”. Outra questão considerada era a de que gostaríamos de nos dedicar bastante ao nosso primeiro filho, e tínhamos receio de que ele ficasse com muito ciúme e revoltado com uma segunda gravidez. Na verdade, também nos arrepiava a idéia de um segundo filho ser mais difícil de criar, ter outro temperamento. Como o Luka é tão tranquilo e sua rotina funciona tão bem, ficamos com medo de outro filho dar trabalho dobrado! Além disso, sempre planejei voltar a trabalhar desde que o Luka completou 1 ano, mas não aconteceu (vou escrever sobre isso outro dia). E por último, eu amava de paixão minha barriga de grávida, mas a idéia de não entrar nos meus skinny jeans de novo por mais de ano não estava me seduzindo. Já estou com 32 anos, e fico imaginando que se engordar de novo talvez nunca mais volte a ser (relativamente) magra. Ryan certamente tem outras razões pessoais (quando ir à academia, como escapar para uma cervejinha sem causar a 3ª Guerra Mundial, sexo?, quando trocar de carro, não posso perder mais cabelo, Xuxa de novo?, e outras que nem imagino). De comum acordo, resolvemos esperar.

Hoje, gostaria de que minha decisão houvesse sido diferente. Primeiro porque não voltei a trabalhar de qualquer jeito, mas principalmente, porque o Luka precisa de uma companhia infantil dentro de casa. Fico me sentindo culpada e triste de vê-lo brincando sozinho, ou chamando a mãe e o pai para brincar junto o tempo todo. Eu brinco, bastante, na verdade brincar mesmo não brinco tanto, mas fico ali, sentada junto, fazendo uns comentários, estimulando alguns acontecimentos, parabenizando alguma atitude, mas a triste, mais triste verdade é que eu não tenho mais tanta imaginação para brincadeira, e me sinto impotente em relação a isso. E para piorar, brincadeiras de menino. Enquanto ele era bebê, e tudo era novo e fantástico, fácil, mas agora, à beira dos 3 anos, está na hora da brincadeira passar a outro nível, e não sei se estou acompanhando! (imagina como será na escola??) Talvez eu esteja exagerando tudo, esteja me sentindo assim porque ele passou 2 semanas em casas sem ir à escolinha e sentindo falta dos coleguinhas, mas mesmo quando ele vai (3 vezes por semana, pela manhã), ainda sinto que lhe faz falta um(a) irmã(o). Desde pequeno, sempre saímos bastante de casa, frequentamos diversos parques e centros de bebês e infantis para ele brincar e socializar,  pelo menos 1 vez por semana marco com alguma amiga para nossos filhos brincarem junto… mas não acredito que seja suficiente. Luka é tímido e um pouco anti-social. Quando vamos ao parque, por exemplo, fica esperando não ter nenhuma criança no escorregador para ele brincar. Não quer dividir o espaço ou fazer fila. Talvez depois de um pouco tempo ele acabe se interessando por alguma outra criança e brinque junto, mas geralmente é mamãe para cima e para baixo. Quando encontramos filhos(as) da minhas amigas, demora uma meia-hora para ficar à vontade. Lógico que essa é a personalidade dele, mas talvez se tivesse irmão, fosse um pouco mais confiante. Às vezes sinto que ele passa a impressão de ser mimado e mal-educado. Mimado pode ser, um pouco, é difícil para a mãe enxergar isso, mas mal-educado de jeito nenhum, apenas falta auto-confiança, acredito.

Agora, o Luka completa 3 em julho, se engravidasse hoje, haveria quase 4 anos de diferença entre os 2. Como já passou da hora mesmo, agora vou esperar até o ano que vem. Estou com muita muita vontade de ter um bebezinho em casa de novo, mas estamos cheios de desculpas ainda… férias de agosto, trabalho, dinheiro… o saco das desculpas só vai aumentar, então estou comprometida a esquecer o resto do mundo, tirar o DIU e engravidar em 2013 (se Deus quiser!).

Esses dias o Ryan me perguntou se tenho certeza de que quero mais filhos, já que agora estamos tranquilos, mais independentes, temos boas noites de sono, somos mais sociáveis, etc etc. Respondi a ele que não importa isso tudo hoje, porque quando estivermos velhinhos tudo o que vai fazer a nossa alegria será a família, a presença de pessoas amadas ao redor, nos almoços de domingo, nos aniversarios, no Natal (aaaah o Natal!), e para isso precisamos procriar e multiplicar!

Luka socializando...

...Luka e primo Pedro

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Andador, usar ou não?!

Andei um pouco sumida e agora voltei com força total hehehehe!!!

O assunto andador foi um tema um tanto quanto polêmico aqui na família, na família já estou exagerando, só entre eu e o Márcio kkkkkk!!!

Dizem os especiliastas (pediatras e fisioterapeutas) que não se deve colocar a criança no andador, posto que ela desenvolve problemas motores, do tipo: andar na ponta dos pés, demora no desenvolvimento da caminhada, falta de vontade de engatinhar, pernas tortas, etc...

Mas eu fui contra ao que os especiliastas relatavam, devido ao Pedro estar muito pesado e ficando impaciente de ficar somente no chão, eu com 6 meses comprei um andador e querem saber foi a minha salvação!!!! No começo ele não entendia muito bem, mas depois que pegou o jeito não tinha quem o segurasse, andava para todos os lados e eu que quase não gosto da comodidade ficava sentada e achando o máximo.

O Márcio até então estava gostando da idéia também, devido ao fato do Pedro Filipe não parar de rir e levantar as perninhas quando pegava embalo (claro que depois de um certo tempo), mas quando as críticas começaram a ficar constantes, toda a vez que ele chegava em casa e via o Pedro Filipe no andador eu ouvia reclamações, mas na real fazia ouvido de mercador, afinal era eu quem passava todo o dia com ele mesmo.

O tempo foi passando e ele se desenvolvendo super bem, começou a engatinhar e então passou a dividir os prazeres entre o andador e a gatinhadas, e logo depois quiz começar a andar e veio aquela fase de ficar segurando na mão e sair andado, uma outra fase um tanto quanto dolorida para as costas da mãe.

Enfim, no aniversário de 1 ano ele soltou da mão e foi embora com as próprias pernas heheheheh!!!

No final da história ele andou super bem e não teve nenhum desses reflexos acima narrados.


E você leitora, deixe sua opnião sobre o andador???!!!!